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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
EXÍLIO

 

 

Nua, a minh`alma vinha de paisagens

como noivas, sorrindo nos seus véus.

Eu era um natural filho de Deus,

mas a vida cobriu-me de tatuagens.

 

O meu destino é feito de miragens:

à lua, sei de uns sonhos que são meus,

mas quando a sombra me devora os céus,

queima um fogo sem côr suas imagens!

 

Ai, amar como os outros! (Sem talento,

aberto o coração, as mãos leais,

a sorrir e a chorar de sentimento...)

 

Ter nos braços a paz de um corpo amado

sem este bruxo, este demónio aos ais

a pintar-me de deus crucificado!

 

In- "O Náufrago Perfeito", Coimbra 1944

 


sinto-me:

publicado por poetaporkedeusker às 13:07
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4 comentários:
De Velucia a 7 de Outubro de 2008 às 00:32
OI Maria

Está muito bonito. Este poema é teu ou de teu avô?

Sabe que as vezes vejo semelhanças do "às escondidas" e "poetaporkedeusker, parece um entrosamento nas palavras.
Sinto como se fose algo como um respondendo ao outro.
Não leve-me a mal. ? E desculpe.

É só um pressentimento.

Um abraço.




De poetaporkedeusker a 7 de Outubro de 2008 às 01:55
Os poemas deste blog são todos tirados dos livros do meu avô e portanto da autoria dele. Quanto ao "às escondidas", eu própria me espanto, muitas vezes com a troca de ideias. Eu não conheço o poeta pessoalmente, mas por vezes, revejo-me nalguns aspectos da poesia dele. É quase como se ele estivesse a escrever no masculino e eu no feminino. Claro que ele é muito jovem em relação a mim, tem uma força mais "agitada" do que a minha, mas há muitas coisas em comum, sem dúvida.
Um beijinho.


De Velucia a 8 de Outubro de 2008 às 05:27
Oi Maria

É assim mesmo que eu percebo entre vocês.

E os teus poemas são também muito semelhantes ao do teu avô.
Muito bonitos.

Abraço.


De poetaporkedeusker a 8 de Outubro de 2008 às 13:36
Ele era mais amargo do que eu, Velucia. Mas partilhamos uma ironia muito nossa e um espontaneísmo quase compulsivo.
Em relação ao poeta António Codeço, é realmente impressionante! Às vezes tenho a sensação de que ele está a responder a um poema meu, mas verifico que ele o escreveu umas horas antes de mim...
Mas há uma coisa que nos diferencia muito. Eu costumo dizer que a poesia tem ADN masculino e feminino. A nossa não é excepção. A dele está carregadinha de ADN masculino e a minha de ADN feminino. A dele é mais forte e actuante, a minha mais serena e expectante.
Abraço.


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