Amigos! Eis aqui o dos olhos de mel! O Poeta!
.MJoão Sousa

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Terça-feira, 4 de Agosto de 2009
ENCRUZILHADA III

                                                                       3

A COIMBRA

 

Longe da vida, entregas-te num beijo.

Ainda sonhas, pálida donzela

De algum conto de fadas sem desfecho.

Vogas no tempo como um barco à vela.

 

És triste e dás perdão aos que são tristes,

Segunda mãe dos meus dias parados

Em saudade - os olhos razos de água.

Amor dos meus pecados!

 

 

In "Linha de Terra", Lisboa, 1951.


sinto-me:

publicado por poetaporkedeusker às 17:17
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12 comentários:
De Fisga a 4 de Agosto de 2009 às 19:58
Parabéns amiga. Já não vinhas aqui Há uns dias. Mas valeu a pena a espera. está um lindo poema. Gostei. Abraço Eduardo.


De poetaporkedeusker a 5 de Agosto de 2009 às 10:34
Esta Coimbra é a dele, a que ele tanto amou, onde conheceu a minha avó Alice, em casa do Torga, e onde viveu anos no mesmo prédio, porta com porta com o Nemésio. Estava sempre a falar dela.
Abraço grande!


De Fisga a 5 de Agosto de 2009 às 16:25
Pois dá para entender que foi escrita quando ele lá vivia. Está muito bonito este poema, embora pequeno, Um abraço. Eduardo.


De poetaporkedeusker a 5 de Agosto de 2009 às 16:36
Ele teve uma enorme paixão por quatro cidades, amigo. A primeira foi Angra, na Ilha Terceira, aonde nunca chegou a ir, embora tivesse percorrido o mundo inteiro, enquanto Secretário geral da Associação Cristã da Mocidade; a segunda foi o seu berço, o Porto. Depois Coimbra e, finalmente, Lisboa, onde exerceu advocacia durante muitos anos. Morava em Algés e acabou por vir morrer a Oeiras, junto de mim, mas Algés, para ele, era Lisboa.
Abraço!


De Fisga a 5 de Agosto de 2009 às 21:15
Olá amiga João. É engraçado. Também eu tenho Paixão por 4 cidades, e são elas por ordem cronológica as seguintes. Castelo Branco sede do meu Distrito, Tomar por ter o rio Nabão a passar ao meio, Paris por ter o Sena a passar ao meio e Coimbra Não pelo Mondego, mas por ser a cidade Mais acidentada que eu conheço. Mas a minha paixão não dá para desejar viver em nenhuma delas, nunca gostei de confusões. Só para passear. Abraço Eduardo


De poetaporkedeusker a 6 de Agosto de 2009 às 11:13
É curioso, amigo... eu também não saberia viver numa grande cidade e, embora Oeiras esteja a ficar uma verdadeira metrópole, sinto-me, aqui, mais afastada das grandes confusões, dos grandes barulhos.
Abraço grande!


De Fisga a 7 de Agosto de 2009 às 15:31
Amiga João. Oeiras, pelo que me foi dado observar, não tem nada a ver com Lisboa ou outras cidades assim. Abraço Eduardo.


De poetaporkedeusker a 7 de Agosto de 2009 às 15:39
Pois não tem, não! É uma vila linda e pacata, mas cheia de história e jardins. Ali, a dois passos de minha casa, há um enorme campo de vinhas que é o berço do conhecido vinho de Carcavelos. Bem sei que isso já pertence à Câmara Municipal de Cascais. Oeiras perdeu Carcavelos para Cascais numa data que não consigo agora recordar, mas tudo fica bem pertinho da minha casa porque eu moro quase na fronteira entre os dois Concelhos. Foi aqui que o meu avô veio a falecer.
Abraço gde!


De Fisga a 9 de Agosto de 2009 às 09:59
Olha amiga. Eu não ligo a essas coisas. Porque é assim: As pessoas morrem e o Património fica cá, independentemente do concelho a que pertençam. Abraço Eduardo.


De poetaporkedeusker a 10 de Agosto de 2009 às 10:43
Claro que fica, amigo! Mas é preciso preservá-lo e dinamizá-lo. Olha, lembrei-me agora de um pequeno espaço que me encanta e onde já fui ver várias exposições infelizmente muito pouco visitadas; o Lagar do Azeite, muito próximo do meu Centro de Saúde. Agora já não vou lá há muito tempo, mas ia lá muito nos tempos em que ainda andava qualquer coisinha de jeito.
Há espaços mesmo encantadores aqui em Oeiras.
Abraço grande.


De Fisga a 10 de Agosto de 2009 às 12:08
Olha amiga. Sobre o Lagar de azeite, se eu fosse contigo podia explicar-te peça por peça as suas funções e os seus nomes. Eu em pequeno trabalhei num lagar de azeite. Conheço bem, por dentro e por fora. Ma sé bonito de se ver para quem não conhece. Abraço Eduardo.


De poetaporkedeusker a 10 de Agosto de 2009 às 12:22
Olha que engraçado! É lindíssimo, é! Para mim tem uma magia muito especial... sinto-me dentro de um espaço muito especial, como a gruta natural que o "meu" pinheiro gigante forma com o solo. Isto são maluqueiras minhas, mas é como se voltasse a ser pequenina... e está muito bem aproveitado. Todas as peças que lá possam estar, só têm a ganhar com o ambiente.
Abraço grande!


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