Amigos! Eis aqui o dos olhos de mel! O Poeta!
.MJoão Sousa

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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009
EU, PECADOR...

Corda que só ressoa

aos meus dias dispersos,

minha poesia

- se é poesia ir a dizer-me em versos... -

não pode ser gratuita.

Há entre mim e a vida

em que a procuro e me procuro

este medo da morte que me coa.

 

Sou a tarde cansada

entre a manhã perdida

e a noite prometida

e prorrogada:

tropeço-me na voz

da ronda dos avós

que me passa no sangue, devagar.

 

E da penumbra vaga

(vivo? não vivo?)

em que a minh`alma paga

ao deus... que não abre as portas,

espreito-me a tremer

- o poeta em mim é um preso fugitivo -

pé ante pé, horas mortas.

 

ai, não saber o que sei

e perder-me do que dei

para melhor desdobrar

do meu Astro Velado

esse verbo final que é Ser-e-Estar!

(meus versos são meus passos de mendigo

e meu sonhar-acordado

dessa esperança de paz que me doei.)

 

Amigos

que viveis na alegria!

Inquieta e fortuita,

minha poesia

não pode ser gratuita.

 

 

In "Linha de Terra", Lisboa, 1951


sinto-me:

publicado por poetaporkedeusker às 16:40
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12 comentários:
De Fisga a 13 de Agosto de 2009 às 18:21
Descansa em paz, que a tua poesia nunca foi esquecida, e nem será. Pelo menos enquanto a Raiz que cá deixaste, se mantiver com algum suco. Parabéns amiga. E obrigado, por continuares a não te esquecer. Um abraço. Eduardo.


De poetaporkedeusker a 14 de Agosto de 2009 às 10:47
Abraço grande, amigo!


De Fisga a 14 de Agosto de 2009 às 15:18
Olá amiga João. Se fosse a febre moderna, eu ainda te dava um abraço. Mas a uma pecadora, confessa? É complicado. Podias pelo menos omitir. Bom mas como já te conheço venha de lá o tal abraço. Eduardo.


De poetaporkedeusker a 14 de Agosto de 2009 às 15:40
... qual febre moderna??? Queres ver que eu já "perdi o fio á meada"?! Sou pecadora, sou, mas não muito, penso eu... nem em actos nem em pensamentos. Eu não peco assim muito... acho que o dia em que pequei mais foi quando fiquei com vontade de dar um estalo na cara da pessoa que andou a pôr veneno para os pombos... que eu me lembre. E já lá vão uns dois anos...
O que é que me esta a escapar??? Ou "emburreci" ainda mais???
Abraço cheio de incógnitas...


De Fisga a 14 de Agosto de 2009 às 19:30
Já estás a pescar, a pescar não, a pecar. Deus deu-te uma cabeça para usares em toda a sua plenitude. Vês como é? por isso nunca digas que não pescas. Abraço. Eduardo.


De poetaporkedeusker a 17 de Agosto de 2009 às 17:04
Não senhor! Eu não digo, nunca mais, que não pesco! Pecar até peco, mas olha que é muito poucochinho!
Abraço grande :)))


De Fisga a 22 de Agosto de 2009 às 15:54
Olá amiga. João. E para que querias tu pecar muito se depois não eras capaz de comer o peice tudo. Lá tinhas que andar sem poder a distribuir pelos pobrezinhos Já viste e tu sem poderes, tens tanto em que pencar. É melhor não pencares nisso. Um abraço Eduardo.


De poetaporkedeusker a 24 de Agosto de 2009 às 13:53
:))) vens bem disposto! Eu tenho "pencado" muito e escrito ainda mais... acho que as minhas costas se zangaram comigo por escrever tanto e a cabeça também... por eu "pencar" tanto! Mas olha que também estou bem disposta! :))))
Abraço grande!


De eduardo. a 14 de Agosto de 2009 às 19:35
Tu só por não usares a cabeça em toda a sua plenitude, já estas a PESCAR. Sim a PESCAR, quando tu não pescares, quem é que pesca?
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Tu só por não usares a cabeça em toda a sua plenitude, já estas a PESCAR. Sim a PESCAR, quando tu não pescares, quem é que pesca? <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Abrço</A> . Eduardo. O sapinho anda a querer brincar comigo, já não tento mais x nenhuma.


De poetaporkedeusker a 17 de Agosto de 2009 às 17:06
É pá! Eu sei que sou burra, mas vou usando a cabecita o melhor que posso... :)) achas que não?
Tadinha de mim...


De Fisga a 22 de Agosto de 2009 às 15:58
Olá amiga João. Agora acho que quem está a pescar mesmo mal sou eu. Mas olha amiga. Não choriço, por todos nós temos as nossas franquesas,,alem de que eu não te disse que tu não usas a cabacita, O que eu disse foi cabecita desculpa enganei-me era a cabacita que eu queria dizer. Só te peço que me perdoes as minha assim como eu te perdoo as tuas. Afinal ser-mos francos não será um pescado assim tão grande. Abraço Eduardo.


De poetaporkedeusker a 24 de Agosto de 2009 às 13:56
Ok! Prometo-te que vou "pencar" nisso! :)) E também é verdade que não tenho pescado quase nada. Nem por pensamentos, nem por palavras, nem por obras... tenho escrito tanto que me não sobra tempo para pescar ;))
Abraço grande!


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