Amigos! Eis aqui o dos olhos de mel! O Poeta!
.MJoão Sousa

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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
INÉDITOS DE ANTÓNIO DE SOUSA

Enviado em carta ao Engº Raúl Martins, 05.05.1968

 

Teus sonhos morrem nos meus,

Que a vida cai-me das mãos...

Erguei-os vós para os céus,

Amigos meus, meus irmãos!

 

Numa carta, ainda ao Raúl Martins, 19.05.1968

 

                              DECLIVE

 

...é o mar que chama por mim,

mas a terra é quem me quer

e a Lua-minha-mulher

reza-me as rezas do fim...


sinto-me: neta...

publicado por poetaporkedeusker às 11:56
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6 comentários:
De Fisga a 20 de Agosto de 2008 às 16:21
É uma pena que vai morrer comigo, o facto de saber que uma grande percentagem dos mortais não tem sensibilidade auditiva para ouvir e entender os gritos de dor de certas almas. É de facto motivo para te orgulhares muito de teres tido por pai uma alma desta grandeza. ele está com certeza a velar por ti para que concretizes todos os teus anseios, está também com certeza muito orgulhoso, da filha que cá deixou. Um grande abraço. para ti Maria João.


De poetaporkedeusker a 20 de Agosto de 2008 às 16:53
Obrigada, amigo Eduardo. Era meu avô, mas foi sempre como um pai para mim pois cresci ao lado dele.


De Fisga a 21 de Agosto de 2008 às 18:51

Olá amiga Maria João. Olha amiga, eu penso que o teu entendimento nesse capítulo, não deve ser muito diferente do meu. Há um ditado antigo que é assim. (Parir é dor, criar é amor.) E há outro que é assim. (Os avós são pais duas vezes. Pelas mais variadas razões, nem sempre, os que nos dão o ser são os nossos verdadeiros pais, o amor que nós nutrimos pelos nossos pais, não é porque eles nos fizeram, não é porque eles nos puseram no mundo, é sim porque eles nos criaram, nos deram amor e carinho. Um abraço deste teu amigo. Eduardo.


De poetaporkedeusker a 21 de Agosto de 2008 às 22:32
É bem verdade, meu amigo. O meu pai também era uma excelente pessoa, assim como a minha mãe, mas parece que sempre fiquei mais ligada ao meu avô. Morávamos eu andares contíguos, mas eu lembro-me bem melhor da casa dos meus avós do que da dos meus pais, embora fossem perfeitamente idênticas. A casa dos meus pais foi demolida, mas a do meu avô foi restaurada. Volta e meia, quando venho do hospital e saio do eléctrico em Algés, subo a Rua Luís de camões toda e lá fico eu, tempos infinitos, a olhar para aquela casa...
Abraço!


De cateespero a 25 de Agosto de 2008 às 23:06
Olá Amiga!
Aos poucos lá vou descobrindo mais do grande e talentoso António de Sousa. Bem haja! Abraços! António


De poetaporkedeusker a 25 de Agosto de 2008 às 23:20
Obrigada pela visita, meu amigo António! Já tinha reparado que ainda não tinha descoberto estes dois inéditos, mas sabia que havia de acabar por encontrá-los! Reparou que eu dei um "jeitinho" no blog e pus umas fotos na barra lateral?
Um grande abraço!


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