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.MJoão Sousa

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Sábado, 6 de Setembro de 2008
VERSOS DE UM DIA DOENTE

E sou eu afinal êste farrapo?

Que é dos meus olhos de menino-e-moço?

É isto só o coração, que eu ouço,

Aos pulos, no meu peito, como um sapo!?

 

Oh voz fadada pra falar de Deus,

Deixaste-me na bôca cinza apenas!

São estas mãos aquelas mãos pequenas

Que minha mãe erguia para os céus?

 

Já não sou, meu amor, o que tu amas.

- Esse a quem deste as tuas mãos leais

- Há que tempos morreu! - não volta mais:

Veiu o Diabo e atirou-o às chamas!

 

Hoje sou, na verdade, êste senhor

De falas mansas, a viver baixinho...

Roubaram-me de noite, no caminho,

A alma que me deu Nosso-Senhor!

 

In- PRESENÇA - Nº3

     Fôlha de Arte e Crítica

     Coimbra, 8 de Abril de 1927    


sinto-me:

publicado por poetaporkedeusker às 11:36
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