Amigos! Eis aqui o dos olhos de mel! O Poeta!
.MJoão Sousa

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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
ESCALA

Ó rio de monte a monte,

vais ao mar que não conheces!

olha a areia ali defronte,

a pedir que não te apresses!

 

Destino dos desafios

ilusos, passada a rede,

ó mar que bebes dos rios,

onde acaba a tua sede?

 

Rios e mar, todos juntos,

chora o meu canto em bemóis.

São sempre sonhos defuntos

as pescas dos meus anzóis.

 

Cá vou no barco das horas,

a bandeira a meia adriça.

Tudo me serve a demoras,

que eu viajo por preguiça.

 

Dobro-me em medidos pobres

e à flor das águas me escuta

o deus-dos-pecados-pobres.

(A morte quer-me sem luta)

 

 

In "Linha de Terra", Lisboa, 1951


sinto-me:

publicado por poetaporkedeusker às 22:06
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10 comentários:
De cateespero a 23 de Novembro de 2008 às 13:00
M. João,
Sempre a surpreender-me ou se calhar não...
Bom Domingo! Abraços! António


De poetaporkedeusker a 23 de Novembro de 2008 às 13:59
Eu penso que, se calhar não... eheheh
Mas as coisas são capazes de abrandar por uns tempos, meu amigo. Não ando muito bem e vão surgir problemas que me vão ultrapassar. Como não quero antecipar o inevitável, nem vou falar mais disso.
Um grande abraço e muito obrigada.


De Fisga a 23 de Novembro de 2008 às 16:59
Olha Amiga João. Cada poema é só mais uma surpresa , que já deixou de o ser. adorei e adicionei. Um grande abraço Eduardo.


De poetaporkedeusker a 23 de Novembro de 2008 às 21:02
Obrigada, Eduardo. Estou a publicar alguns poemas dos últimos livros publicados por ele. Depois voltarei aos livros iniciais, embora não tenha o primeiro.
Abraço.


De Fisga a 25 de Novembro de 2008 às 18:20
Fico esperando, amiga. Um abraço Eduardo.


De poetaporkedeusker a 25 de Novembro de 2008 às 23:45
Ai, e eu hoje, logo hoje, não publiquei nada dele! Ainda vou tentar!
Abraço.


De Fisga a 26 de Novembro de 2008 às 16:46
Não te apoquentes amiga, ele não se zanga contigo, porque sabe quem tu és. Um abraço Eduardo .


De poetaporkedeusker a 26 de Novembro de 2008 às 22:15
Sabes como ele me chamava, Eduardo? Chininho! Eu sempre fui o seu Chininho porque, dizia ele, lhe fazia lembrar um porquinho-da-Índia... eheheh
também ele gostava muito de animais e era membro da Sociedade Protectora dos Ani,mais. Ainda por cá tenho, algures, o seu diploma de membro da SPA ... e da outra SPA também... caramba! Nunca tinha reparado nesta coisa das siglas serem idênticas!
Abraço grande.


De Fisga a 27 de Novembro de 2008 às 21:09
Olá amiga João. Não gostei dessa, só lhe perdoo, porque ele fazia isso por carinho. Mas chininho? Nem ao menos chininha Trocar o nome e a espécie, ainda vá com Deus mas o sexo ou o género como se diz em Português técnico, essa não. Um abraço E boa noite. Eduardo.


De poetaporkedeusker a 27 de Novembro de 2008 às 21:35
Chininho... é como ele chamava aos porquinhos da Índia... não importava o sexo. Eram "chininhos" e pronto!


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