Amigos! Eis aqui o dos olhos de mel! O Poeta!
.MJoão Sousa

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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
TROVAS DE COIMBRA

As duas últimas quadras destas TROVAS DE COIMBRA vieram, posteriormente, a dar origem ao conhecido fado SAUDADES DE COIMBRA.

.

TROVAS DE COIMBRA

.

Meu destino de estudante,

que hei-de ser por toda a vida,

foi ir andando adiante

duma Coimbra perdida.

.

Fui às aulas nos Gerais

-a "cabra" a chamar por mim-

lá me formei, por demais,

mas só Deus sabe o meu fim.

.

Minha Coimbra, quem prova

como eu provei teu sabor?

António da Lua Nova,

menino do teu amor.

.

Só tu, meu Anto moreno,

lá da Torre a vigiar

se o luar voga sereno,

se já passou o luar...

.

Coimbra - Santa Isabel,

como tu, linda e doente!

De manhã favo de mel;

cravo roxo ao sol poente.

.

Oh Coimbra do Mondego

e dos amores que lá tive!

Quem te não viu anda cego;

quem te não ama nem vive!

.

Do Choupal até à Lapa

foi Coimbra os meus amores,

a sombra da minha capa

deu no chão abriu em flores.

.

In - LIVRO DE BORDO

      Editorial Inquérito

       1ª edição - 1950

.


sinto-me: justiceira...

publicado por poetaporkedeusker às 23:54
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IDENTIFICAÇÃO

Nasci num dia de Natal.

Mas essa estrela de que eu vinha

Não era aquela de Belém.

Era de cinza, fria e só,

em outro céu que se perdeu.

Fria  e fechada como um nó,

(mal tu sabias, minha mãe!)

guiava a terra de ninguém.

-

E cá estou, sexagenário,

de dores e versos milionário...

.

António de Sousa

In - Ribeiro Couto

Sentimento Lusitano

Ed. Livros do Brasil

-


sinto-me:

publicado por poetaporkedeusker às 21:58
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DESGARRE

 

Não é para pensar que vos convido,

amigos!(Demais sei o que isso custa!)

Eu, de pensar, quisera ter, à justa,

Quanto bastasse p`ra passar de ouvido.

-

Ah, sentir

com as cousas e SER nelas

e entre irmãos! (Não o "sábio" de medir

sua luz à largura das janelas...)

-

O saber (ou o talento)

em orgulho embriaga

e eu só quero ir ao sabor da vaga,

convosco, decerto, mas fiel ao convento.

-

 

In: TERRA AO MAR

     Editorial Inquérito, 1954

     Com ilustrações de Manuel Ribeiro de Pavia

-


sinto-me: nostálgica...

publicado por poetaporkedeusker às 16:27
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